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Uma mistura de samba e músicas judaicas resgata memória da Praça XI, no Rio

 
Produção: Léo Rodrigues / Reportagem: Alessandra Lago | 24/02/2014 Notícia veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Praça Onze foi ponto de encontro e mistura entre duas culturas: dos imigrantes judeus e de descentes de ex-escravos negros

Pinduca: considerado o 'último judeu da Praça Onze'

Pinduca: considerado o "último judeu da Praça Onze" | Imagem: TV Brasil

Dizem que o carnaval já foi uma festa cristã. Mas ao se tornar popular, a folia automaticamente passou também a pertencer a todas as religiões. É o que demonstra o vasto repertório de samba que animam as festas. Enquanto “Partido Alto", de Chico Buarque, pede explicações para Jesus, outro inúmeras letras prestam devoção aos orixás. Tem até marchinha de carnaval pedindo compaixão de Allah para aliviar o calor - Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô. Mas que calor, ô ô ô ô ô ô. Viemos do egito e muitas vezes tivemos que rezar. Allah! Allah! Allah, meu bom allah! -.

E será que tem espaço para a estrela de Davi? Os acordes do Rancho Carnavalesco Praça Onze, uma banda formada por descendentes de imigrantes judeus, respondem que sim. O grupo toca músicas de origem judaica em ritmo de samba, marchinha de carnaval, baião e afoxé - entre elas Shalom Aleichem e Hava Nagila. O nome do grupo é uma homenagem ao local onde, no início do século XX, nasceu essa mistura de judaísmo e samba: a Praça Onze. E é lá que eles se apresentam neste domingo que antecede o carnaval 2014.

Na Praça Onze, mais especificamente na Vila Alberto Sequeira, vivia uma numerosa e expressiva colônia de imigrantes judeus. Segundo a jornalista e historiadora Rose Esquinazi, eles vinham de diversos países e chegavam solitários ou em grupos, sendo logo amparados pelos demais integrantes da comunidade. O local foi também habitado por descendentes de ex-escravos negros. Desta convivência, veio a miscigenação e logo os judeus estavam integrados ao samba e ao carnaval. Mas após as obras de construção da av. Presidente Vargas na década de 40, os judeus foram gradativamente se dispersando para outras regiões da cidade. Porém, a Praça Onze ficou marcada como um símbolo da comunidade judaica do Rio de Janeiro.

O interesse pelo assunto levou Rose Esquenazi a produzir o documentário Samba com Pretzel, que tem como foco a história de Maurício Bemkes, o Pinduca, considerado "o último judeu da Praça Onze". Exemplo da miscigenação, foi em um baile de carnaval que ele conheceu a mulata Celi, mãe dos seus três filhos.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Alessandra Lago:

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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