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Encontro discute novas metodologias e tecnologias no ensino

 
Léo Rodrigues | 17/11/2008 Notícia publicada pelo jornal Boletim, da UFMG

Com o advento do Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), as instituições começam a ampliar consideravelmente a oferta de cursos e vagas. Mas na UFMG a era Reuni é muito mais complexa e, para além da expansão, envolve também uma reflexão sobre a forma de ensino. Esse é o tema do I Seminário: Novas metodologias e tecnologias no ensino superior, que será realizado nesta sexta-feira, dia 21 de novembro, a partir de 14h, no auditório da Reitoria. Na ocasião, a professora da Faculdade de Educação (FaE) Juliane Corrêa conversará com professores e coordenadores dos novos cursos da UFMG, além dos já existentes, sobre as possibilidades pedagógicas oferecidas por este momento.

Juliane é coordenadora da equipe da Assessoria Pedagógica do Reuni e visualiza, no programa, condições de incrementar a prática acadêmica na UFMG. “É uma oportunidade de potencializar a relação entre o professor e o aluno na sala de aula a partir de uma discussão madura sobre os processos pedagógicos e o uso de novos materiais didáticos”, conta Juliane.

A Assessoria Pedagógica do Reuni vem realizando reuniões com os idealizadores dos novos cursos, com quem são discutidas propostas de inovações pedagógicas, que envolvem produção dos materiais didáticos e elaboração das situações de aprendizagem, sempre contextualizadas em um planejamento sistemático da atividade de ensino a ser desenvolvida. Juliane Corrêa explica que não existe um projeto-padrão e as particularidades são essenciais. Uma proposta só é formulada após se conhecer a estrutura curricular, entender o contexto de surgimento do curso e consultar os professores. Mesmo após todas essas etapas, ela não é fechada. “A partir do acompanhamento e da consulta permanente aos professores e aos alunos, temos a oportunidade de readequar a proposta”, explica Juliane.

A metodologia de trabalho que privilegia o acompanhamento permanente já está sendo implantada experimentalmente nos cursos de Engenharia Ambiental e Ciências Agrárias e em duas disciplinas: Cálculo I, ofertada no Icex, e Semiologia, na Faculdade de Medicina. São disciplinas básicas que atendem alunos de vários cursos. A Assessoria Pedagógica faz o mapeamento das demandas das equipes e oferece suporte para produção de materiais didáticos e formação pedagógica. Essa filosofia não será aplicada exclusivamente nos novos cursos, mas também nos já existentes. “Queremos revitalizar a graduação. Num primeiro momento trabalhamos com os novos cursos, mas a idéia é expandir para os outros, como já ocorre com essas duas disciplinas”, explica Juliane.

Portfolio digital

O desenvolvimento tecnológico traz um leque de novas oportunidades para o ensino. É o que diz Maria José Batista, pedagoga e mestre em educação pela FaE. Integrante da Assessoria Pedagógica do Reuni, ela dá dois exemplos de novas interfaces. O primeiro é o portfolio digital, no qual os alunos arquivariam toda a sua produção, permitindo uma avaliação contínua e cumulativa do seu percurso de formação.

Segundo ela, a inovação certamente estimularia a produção, pois será de interesse do estudante incrementar seu portfólio. O segundo exemplo é a bacia virtual, banco de dados que está sendo planejado para armazenar informações sobre as bacias hidrográficas, incorporando conhecimentos das diversas áreas. Essa ferramenta atenderia a comunidade acadêmica, reunindo informações produzidas pelos alunos e professores em seus trabalhos de campo, podendo, ainda, beneficiar interlocutores externos, como gestores públicos e lideranças dos movimentos sociais.

Segundo Maria José, a sala de aula é um ambiente que favorece a produção de trabalhos relevantes e de conteúdo muito rico, mas que acabam circunscritos a uma esfera de socialização limitada. “Apenas os professores e os demais colegas da turma têm acesso a eles. As novas tecnologias permitem que essa produção extrapole os limites da sala de aula e ganhe o mundo”, conclui a pedagoga.

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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