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Curso sobre saúde do trabalhador é ofertado pela UFMG

 
Léo Rodrigues | 03/08/2010 Notícia extraída portal do Nescon / Faculdade de Medicina da UFMG

Nova parceria entre UFMG, Opas e Ministério da Saúde abre inscrições para curso virtual

Todo mundo sabe que o corpo humano é bastante complexo e, para que esteja saudável, é fundamental o correto funcionamento de cada sistema, órgão e célula. Quando algo vai mal, com frequência, recorremos a uma unidade básica de saúde e até mesmo ao hospital. O que às vezes não nos damos conta é que mesmo esses ambientes também podem sofrer problemas de saúde se as suas partes não estiverem bem. Considerando que a saúde e o bem-estar dos trabalhadores do sistema de saúde são aspectos fundamentais para o perfeito funcionamento e atendimento dos pacientes, o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da UFMG (Nescon), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde, irá realizar o curso virtual Gestão das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores da saúde.

O curso, que oferece 70 vagas, é voltado para gestores do SUS e não tem custo para os participantes, pois é financiado pelo Ministério. Os interessados precisam ser indicados pela instituição ou entidade onde trabalham. “Diversos estudos já reconheceram que, quando se cuida dos trabalhadores da saúde, o serviço prestado melhora significativamente. Por isso, é preciso conscientizar os gestores a garantir boas condições de trabalho nas unidades de saúde”, diz Ada Ávila Assunção, pesquisadora da UFMG que integra a coordenação do curso.

Entre agosto e janeiro, os selecionados participarão de quatro módulos com os seguintes temas: contexto atual da gestão da condição de saúde dos trabalhadores da área de saúde; construção de uma política nacional de saúde dos trabalhadores; estrutura dos sistemas sanitários; e os impactos para a gestão causados pelas recentes transformações do trabalho em saúde. Serão desenvolvidas atividades em uma plataforma online onde os participantes realizarão leituras, exercícios, discussões em fóruns interativos e, ao final, elaborarão um trabalho de conclusão, nos mesmos moldes do Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família, já oferecido pela UFMG há 2 anos. Haverá um tutor para acompanhar cada 15 participantes. E ao término do curso, os alunos deverão preencher um questionário avaliativo do processo.

Preocupação antiga

Desde 2005, ano em que a Opas organizou a Chamada de Toronto e lançou a década (2005-2015) dos recursos humanos em saúde nas Américas, o tema tornou-se alvo de diversas ações e políticas em todo o continente. A iniciativa da Opas buscou reforçar a necessidade de pensar estratégias e políticas de saúde que contribuam para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio, apresentadas pela ONU em 2000 e adotadas pelos 191 estados membros.

A ideia do curso virtual é antiga e nasce em janeiro de 2006, quando uma reunião em Ouro Preto resultou num esforço conjunto de governos e organizações para elaborar um plano de trabalho para América Latina e Caribe, visando estabelecer políticas para a saúde dos trabalhadores. Em 2009, foi realizada uma primeira versão do curso virtual em espanhol, com participantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, El Salvador, Honduras, Panamá, Perú, México, Chile, Guatemala, Uruguai, República Dominicana e Venezuela. “As más condições de trabalho em uma unidade de saúde, muitas vezes, é um problema invisível. Nosso desafio é demonstrar que as necessidades dos trabalhadores e as necessidades do sistema de saúde são complementares”, diz Ada Ávila.

A versão em português surgiu de alguma adaptações para se adequar às peculiaridades da realidade do Brasil. “Aqui, a área da saúde, baseada num complexo sistema público, exige muito do profissional. A demanda é, geralmente, muito alta. Quando a estrutura não oferece condições adequadas, os trabalhadores ficam esgotados e desanimados. Por exemplo, se um hospital não atende com eficiência e deixa acumular pacientes em fila, todo o ambiente fica mais carregado e o trabalho cai de qualidade”, argumenta Ada Ávila. A pesquisadora ressalta que a falta de estrutura, falta de refeitório, de espaços de convivência, deixam os trabalhadores mais tensos e estressados, o que reflete na realização de suas tarefas.

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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