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UFMG inaugura Centro de Imagem Molecular

 
Léo Rodrigues | 01/04/2011 Notícia publicada pelo jornal Saúde Informa, da Faculdade de Medicina da UFMG

Equipamentos de tomografia altamente sensíveis, capazes de diagnosticar tumores invisíveis em exames convencionais e doenças como Alzheimer, serão usados em pesquisas de ponta

Descobrir um câncer em estágio inicial facilita enormemente o tratamento e a cura. O problema é que detectar o despertar de um tumor pode ser como procurar uma agulha no palheiro. Contudo, a tecnologia já oferece recursos para lidar melhor com esse desafio. Em maio, a Faculdade de Medicina da UFMG inaugura o Centro de Imagem Molecular, complexo de equipamentos que fornecem imagens moleculares utilizando principalmente a Tomografia por Emissão de Prótons (PET/CT). Uma das potencialidades desta tecnologia é identificar, com alta confiabilidade, tumores com meros 3 milímetros de diâmetro.

PET/CT já está na UFMG. Equipamento trabalha detectando um marcador radioativo injetado no paciente

PET/CT já está na UFMG. Equipamento trabalha detectando um marcador radioativo injetado no paciente | Foto: Bruna Carvalho / Medicina UFMG

A PET/CT trabalha com a detecção de um marcador radioativo injetado no organismo do paciente. Suas aplicações são inúmeras , na pesquisa e no diagnóstico de doenças inflamatórias, infecciosas, neurodegenartivas e mentais, além de contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos. Os equipamentos foram adquiridos com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com órgãos de fomento à pesquisa, que pretendia transformar respeitados grupos de pesquisa em Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia.

Sob coordenação de Marco Aurélio Romano-Silva, professor da Faculdade de Medicina, foi apresentada a proposta do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Medicina Molecular (INCT-MM). O projeto recebeu mais de R$6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e R$880 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tenológico (CNPq). A elaboração da proposta envolveu também professores de Neurologia, Psiquiatria, Pediatria, Clínica Médica, Ginecologia, Computação e Biologia. Outras áreas podem apresentar projetos ao comitês gestor. “A nova tecnologia é patrimônio de toda a UFMG”, diz o coordenador do INCT-MM.

O objetivo é criar uma estrutura sem paralelo no Brasil para investigação de anormalidades moleculares celulares específicas associadas a doenças complexas. “Em nenhuma outra região do país existe um centro com essas características, usando tecnologia PET/CT prioritariamente para pesquisa de ponta. Hospitais, clínicas e demais instituições que contam com tais equipamentos os usam preferencialmente para demandas assistenciais”, diz Marco Aurélio.

Viabilidade econômica

O valor de exames com tecnologia PET/CT pode variar entre R$2,5 e 4,5mil. Já existem decisões do Ministério da Saúde para que os planos de saúde particulares cubram esse custo em determinadas situações. Um dos objetivos do INCT-MM é avaliar a viabilidade econômica do uso da tecnologia no SUS. O professor Marco Aurélio acredita no custo-benefício. “Sem dúvida é um investimento alto, mas que trará economia no futuro. O diagnóstico precoce e o acompanhamento do tratamento podem minimizar gastos com estratégias ineficazes”, argumenta. Ele exemplifica dizendo que o PET permite saber, logo nas primeiras semanas, se o tumor está respondendo a uma quimioterapia. Caso o tratamento não esteja fazendo efeito, ele pode ser rapidamente alterado.

Arquitetura nuclear

As instalações que irão abrigar o Centro de Excelência em Imagem Molecular foram reformadas segundo projeto da arquiteta Eneida Ricardo. O espaço receberá material radioativo, e por isso necessita um tratamento especial de refrigeração, blindagem e exaustão. “O fluxo e o trânsito dos radiofármacos e dos pacientes que já tiverem recebido a injeção do marcador se darão em uma área controlada”, acrescenta a arquiteta. Por envolver equipamentos de medicina nuclear, o projeto é acompanhado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

CDTN

Além do recém-criado Centro de Imagem Molecular, o projeto do INCT-MM inclui ainda o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Sediada no campus Pampulha da UFMG, a unidade dispões de recursos para a produção do radiofármaco flúor-18, que funciona como marcador radioativo a ser utilizado na PET/CT. EM breve, será também pioneira no Brasil na produção do carbono-11 e está recebendo ainda uma unidade PET/CT para pesquisa pré-clínica em pequenos animais.

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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