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Pessoas com transtorno mental são mais vulneráveis ao sexo sem proteção

 
Léo Rodrigues | 07/12/2012 - 12:37 Notícia publicada pela Portal EBC

Em levantamento realizado pela UFMG com usuários de serviços de saúde mental, 89% das mulheres e 77% dos homens admitiram a realização de sexo sem preservativo.

Levantamento aponta baixo uso de preservativos por pessoas com transtorno mental

Levantamento aponta baixo uso de preservativos por pessoas com transtorno mental | Foto: Fernanda Mafra / Creative Commons

Brasília - Uma dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Medicina da UFMG apontou que pessoas com algum transtorno mental estão mais suscetíveis a realizar sexo desprotegido. Divulgados nessa semana, o levantamento foi realizado com 1475 usuários de serviços de saúde mental que declararam ser sexualmente ativos. A autora da pesquisa Eliane Peixoto relatou que, entre os entrevistados, 89% das mulheres e 77% dos homens admitiram a realização de sexo desprotegido nos últimos seis meses.

Segundo Eliane Peixoto, o alto índice de comportamento de risco entre os indivíduos com transtorno mental pode ter explicações. “São pessoas discriminadas e marginalizadas, tendo menos acesso a educação, trabalho e renda, por exemplo. Também têm uma redução no discernimento, preocupando-se menos com a proteção em algumas situações”, afirma.

A pesquisa apontou ainda que o sexo sem preservativo é mais frequente nos pacientes com diagnósticos menos graves, como depressão ou transtornos de ansiedade. Essas pessoas têm maior interação social, quando comparados com pacientes em quadros mais críticos, por exemplo os portadores de esquizofrenia e transtorno bipolar. "Essa maior sociabilidade proporciona mais oportunidades para relações sexuais em geral”, aponta a Eliane Peixoto.

Segundo a pesquisadora, o levantamento contou com financiamento do Ministério da Saúde e é parte de um conjunto mais abrangente de estudos, voltados para a elaboração de estratégias eficazes de prevenção. "Os números permitem redesenhar as ferramentas usadas na conscientização dos pacientes, como o aconselhamento e a distribuição do preservativo. A realização de testes do HIV também ajuda, pois conhecendo seu estado de saúde, a pessoa tem mais motivação para se proteger. Também precisamos pensar em campanhas eficientes e na articulação entre os orgãos gestores e os profissionais de saúde", avalia.

Discussão de gênero

Um dos dados que preocupou a pesquisadora foi a variação do índice entre homens e mulheres. Segundo ela, a mulher com transtorno mental pode sofrer com sua sexualidade estigmatizada e uma baixa autoestima e, dessa forma, não desenvolvem habilidade para negociar o uso preservativo com o parceiro. A vulnerabilidade é reforçada também pela violência enfrentada por elas. O levantamento apontou também que 76% das mulheres sofreram algum tipo de violência verbal, enquanto 29% enfrentaram algum episódio de violência sexual.

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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