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Comissão tem autonomia para investigar influência de organizações em trote na UFMG

 
Léo Rodrigues | 11/04/2013 - 19:04 Notícia publicada pelo Portal EBC

Indícios na internet apontam que Gabriel Spíndola conhece Antônio Donato Baudson Peret, skinhead neonazista acusado de agredir um morador de rua

Estudantes fazem saudação nazista em trote na Faculdade de Direito da UFMG

Estudantes fazem saudação nazista em trote na Faculdade de Direito da UFMG | Foto: Reprodução / Facebook

Os trabalhos da Comissão de Sindicância instituída para apurar o trote da Faculdade de Direito da UFMG tem prazo inicial para serem concluídos em 19 de abril, podendo ser prorrogado por mais 30 dias. A vice-reitora da UFMG, Rocksane Norton, diz que os trabalhos são conduzidos em sigilo e a metodologia adotada só será apresentada no relatório final. Ainda assim, ela alega que, dependendo da evolução da investigação, a influência de organizações externas no trote pode ser analisada.

Uma das imagens do polêmico trote traz estudantes em saudação nazista, ao lado de um calouro pintado de preto. A repercussão cresceu nas redes sociais quando alguns internautas se indignaram com postagens presentes no perfil do aluno Gabriel Spínola. Entre diversos comentários, ele faz elogios ao ditador alemão Adolf Hilter e ao líder dos skinheads "whitepower" Nick Griffin, nega o holocausto e diz estar havendo um genocídio de brancos.

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  • Nas redes sociais, também se tornou público o fato de que Gabriel Spínola conhecia pessoalmente Antônio Donato Baudson Peret, que aparece em fotos na internet agredindo um morador de rua. Em seu perfil no Facebook, o próprio Antônio dá evidências de que tem contato com o estudante e o critica pelo fato do trote ter colocado os skinheads em evidência.

    Postagem de Antonio Peret sobre Gabriel Spínola  (foto: Reprodução / Facebook)

    Comissão

    Segundo Rocksane Norton, a universidade não tem papel de polícia e por isso só pode investigar e punir casos que aconteçam na própria instituição. A participação de um estudante em organizações externas não é assunto para nenhuma Comissão de Sindicância, embora a influência desses grupos no episódio específico do trote possa ser eventualmente considerada. "O nosso regimento é claro. Qualquer ato de violencia, pressão ou contrangimento a qualquer membro da comunidade universitária é passível de suspensao e até expulsão do curso", ressalta.

    A vice-reitora ressalta que a universidade tem também um papel educativo. "A instituição precisa promover o debate amplo sobre o tema e acho que vem cumprindo esse papel em certa medida. Nós temos vários grupos de pesquisa e de inclusão social que discutem a questão de gênero e a homofobia, por exemplo. São iniciativas pulverizadas, mas acredito que estamos avançando", relata ela.

    Para Rocksane Norton, a imagem da universidade não ficou comprometida com o episódio. "É claro que é uma situação lamentável e alguma relação será feita com a instituição. Mas nossa resposta imediata foi bastante contundente. A gente já vinha desenvolvendo a campanha 'Trote não é legal' e, após o espisódio, nós realizamos debates, publicamos uma nota de repúdio e manifestamos nossa surpresa e indignação. Precisamos lembrar também que a universidade é reflexo da sociedade e recebe todo tipo de estudante", finalizou.

     

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    Léo Rodrigues

    Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

     

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