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JK era monitorado pelos Estados Unidos durante a ditadura

 
Produção: Léo Rodrigues / Reportagem: Pedro Henrique Antunes | 22/04/2014 Notícia veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Junto com Carlos Lacerda e João Goulart, Juscelino Kubitschek articulou a Frente Ampla contra o regime militar

JK integrou a Frente Ampla

JK integrou a Frente Ampla | Foto: Wikipedia

Um projeto realizado em parceria entre a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade de Brown, nos EUA, está colocando a disposição do público um acervo de quase 10 mil documentos oficiais do governo estadunidense sobre a ditadura no Brasil. A iniciativa pode ser acessada através do endereço http://library.brown.edu/openingthearchives. O projeto custou US$ 75 mil e possibilita compreender melhor as relações entre os dois países.

Uma das revelações é o intenso rastreamento dos passos de Juscelino Kubitschek pelo governo dos EUA. Entre os documentos que já foram disponibilizados, o nome do ex-presidente do brasil consta em nada menos que 168, muitos deles tratando da sua vida pessoal.

JK foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961 e era um potencial sucessor de João Goulart. As pesquisas da época apontavam o seu favoritismo frente aos demais pré-candidatos: Carlos Lacerda, Brizola e Jânio Quadros. Senador pelo estado de Goiás, era a favor de reformas no estado e condenou o golpe militar. No entanto, na primeira eleição indireta, deu um voto de confiança à Castelo Branco, que tinha como vice-presidente um amigo de Diamantina (MG): José Maria Alkmin. Ainda assim, foi acusado de corrupção e de conspirar com os comunistas, tendo seus direitos políticos cassados em junho de 1964.

Em 1967, articulou a Frente Ampla em oposição ao regime militar, se juntando ao ex-presidente João Goulart e ao ex-governador do estado da Guanabara Carlos Lacerda, sendo este último um histórico adversário de JK. A morte dos três líderes políticos num curto espaço de 9 meses é até hoje cercada de mistérios. JK, por exemplo, morreu em 1976, supostamente em um acidente automobilístico na rodovia Presidente Dutra, quando o opala em que estava se chocou com um caminhão. No mês passado, a Comissão da Verdade da Cidade de São Paulo enviou à presidenta Dilma Roussef um relatório com 90 indícios de fraude na versão oficial sobre a morte de JK e solicitou o reconhecimento do assassinato.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Pedro Henrique Antunes:

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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