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Dessalinização é alternativa para enfretamento da crise hídrica e já é usada no Brasil

 
Produção: Léo Rodrigues / Reportagem: Pedro Henrique Antunes | 27/11/2014 Notícia veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Plataformas da Petrobras, região do semiárido e Fernando de Noronha apostam na transformação da água salgada em água potável.

Equipamento do Grupo Vicel torna água do mar potável
Foto: Grupo Vicel / Divulgação

Com a seca causando problemas de abastecimento de água em diversas cidades do Brasil, a busca por fontes alternativas de água potável está na ordem do dia e a dessalinização é uma saída já utilizada em diversos pontos do mundo. Ela ocorre por meio do método da osmose reversa, que se utiliza de membranas para reter a concentração de sal. Embora não seja um processo barato (estima-se que o custo do metro cúbico de água dessalinizada esteja entre US$ 0,50 e US$ 1), o seu valor vem sendo reduzido aos poucos. As membranas andam caindo de preço. Mas o custo maior é com a energia gasta para bombear a água até o destino e, por isso, a distância entre o local de produção da água e a região a ser abastecida influi muito no valor final, o que dificulta a utilização do processo para abastecer localidades distantes do litoral.

Em Rio das Ostras-RJ, há uma iniciativa de sucesso. O Grupo Vicel trabalha em parceria com a Petrobras para oferecer água dessalinizada nas plataformas de petróleo. O negocio começou em 2012, quando foi formada uma joint venture com a estadunidense Aqua-Chem, já especialista em oferecer equipamentos que tiram da água do mar o excesso de sal. A solução apresentada atende a indústria naval e petrolífera.

Há outras iniciativas no Brasil. O Nordeste é a região do país que mais tem utilizado a dessalinização. Isso acontece porque a formação geológica do semiárido faz com que a água do subsolo adquira as características das rochas da região, tornando-se salobra (com alta concentração de sal, embora menos que a do mar). Por isso, é preciso investir em processos de dessalinização dessa água. Para isso existe o Programa Água Doce, do Governo Federal. A iniciativa beneficia 100 mil pessoas em todo o país e tem a meta de atender 2,5 milhões até 2019, com foco no semiárido (Nordeste e Minas Gerais). Uma das cidades atendidas é Maranguape-CE, onde cada pessoa tem direito de encher, duas vezes por semana, dois garrafões de 20 litros de água potável, que deve ser usada para beber e cozinhar. O resto do abastecimento é feito por caminhões pipas.

O destaque do Nordeste fica por conta de Fernando de Noronha. O abastecimento do arquipélago é 100% realizado com água dessalinizada. Lá, a água é retirada diretamente do mar. É o único processo de dessalinização do Brasil realizado por uma empresa pública: a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Em 2011, foram instalados novos equipamentos importados da Dinamarca no valor de R$2,6 milhões, custeados pelo Governo Federal e pelo Governo de Pernambuco.<

No mundo todo, a dessalinização já é uma realidade em cerca de 150 países, sobretudo em regiões onde a água doce é escassa ou de difícil acesso, como o Oriente Médio, a Oceania e o Caribe. Há países apostando alto nesta alternativa, como a Austrália. No Oriente Médio também há iniciativas de grande porte. Recentemente, o governo iraniano anunciou a construção de uma usina de dessalinização destinada a abastecer a cidade de Semnan – com 200 mil habitantes - situada à beira do deserto, no nordeste do país. A água será retirada do Mar Cáspio e transportada, depois de ser tratada, por uma tubulação de 150 quilômetros de comprimento que deverá atravessar a Cordilheira de Alborz. O custo desse projeto está estimado em US$ 1 bilhão.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Pedro Henrique Antunes:

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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