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Furnas desenvolve projeto para gerar energia a partir de ondas do mar

 
Produção: Léo Rodrigues / Reportagem: Maurício de Almeida | 10/11/2014 Notícia veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Energia gerada será totalmente limpa e primeira usina deve ser instalada até 2016 próxima ao Farol da Ilha Rasa, há 14 km da costa do Rio de Janeiro, onde há cerca de 200 casas.

Brasil teria potencial para dobrar a sua produção energética
explorando as ondas do mar | Imagem: Furnas / Divulgação

A estatal Furnas e a Seahorse Wave, empresa incubada pela Coppe/UFRJ, estão desenvolvendo uma usina para a geração de energia a partir do aproveitamento das ondas em alto-mar. Um protótipo já foi desenvolvido para testes em pequena escala em um tanque de ondas. Os estudos iniciais devem levar de seis a oito meses e, após este período, serão realizadas análises no mar.

Após a fase de testes, o projeto terá o apoio da Marinha para que uma primeira usina seja instalada próxima ao Farol da Ilha Rasa, há 14 km da costa do Rio de Janeiro, atendendo as cerca de 200 casas existentes no local. O custo da iniciativa está estimado em R$8,2 milhões e a expectativa é de que o funcionamento tenha início no final de 2015 ou início de 2016. Em uma segunda etapa, as plataformas de exploração do pré-sal também devem ser beneficiadas com a nova fonte energética.

A energia gerada pela usina será totalmente limpa. Segundo Flávio Eustáquio, diretor de Engenharia de Furnas, o potencial de aplicação da nova tecnologia pode impressionar. “A extensão litorânea do Brasil permitiria ao país, em teoria, dobrar a sua atual produção energética”, estima ele.

Ineditismo

A ideia de gerar energia a partir de ondas do mar não é nova e já é utilizada em alguns países e até no Brasil, em Porto de Pecém-CE. A novidade, porém, é que este projeto de Furnas envolve uma usina instalada em alto-mar (offshore), sem necessidade de estar fixada à costa (onshore).

Além disso, foi desenvolvido um software para que a usina seja capaz de escolher as ondas a partir da intensidade delas, otimizando assim o seu desempenho. “É como o surfista que recusa uma onda pequena, porque avalia que a próxima será melhor”, explica Ricardo André Marques, superintendente de pesquisa e desenvolvimento de Furnas. Este software deve render ainda um pedido de patente.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Maurício de Almeida:

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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