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Prefeitura de Niterói terá que remanejar moradores e remover casas de área de risco

 
Produção: Léo Rodrigues / Reportagem: Maurício de Almeida | 03/02/2015 Notícia veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro responde a uma ação movida pelo Ministério Público, que alerta para a situação do bairro Santa Bárbara, sub-região Caramujo

Casas em encostas de Niterói têm risco de desabar | Imagem: TV Brasil

Enquanto a crise hídrica vem fazendo muita gente desejar chuvas em demasia para encher os reservatórios, há quem tem motivos para se preocupar quando as nuvens escurecem o céu. É o caso de moradores de zonas de risco em Niterói-RJ. Ontem (02/02), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Prefeitura da cidade e a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) adotem medidas para minimizar os riscos na encosta da Rua Antônio Furtado de Mendonça, bairro Santa Bárbara, na sub-região Caramujo. Entre as medidas a serem adotadas está o remanejamento de moradores e a demolição de casas. A determinação responde à ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

A situação não é isolada. Nos últimos anos, Niterói ganhou destaque no noticiário nacional algumas vezes por conta do impacto das chuvas em locais inadequadamente ocupados. O caso mais emblemático aconteceu em abril de 2010, quando um deslizamento no Morro do Bumba matou 267 pessoas. Lá, a ocupação se deu em cima de um lixão e apesar de alertas de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), a Prefeitura não tomou providências. Até hoje, familiares de vítimas e ativistas defendem uma investigação mais aprofundada sobre o episódio, com as devidas responsabilizações. Na internet, através da plataforma Meu Rio, mantêm um abaixo assinado online em favor da instalação de uma CPI.

A iniciativa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também não é novidade. Desde 2011 são movidas ações contra a Prefeitura de Niterói para que sejam realizadas obras que garantam mais segurança às encostas da cidade.

Mais recentemente, em 2013, uma menina de 13 anos morreu em um deslizamento de terra que aconteceu no Morro do Palácio, no bairro Ingá. Ainda em 2013, a Defesa Civil do município catalogou 42 pontos de risco iminente, abrangendo 9 mil moradores. Pesquisadores da UFF também têm realizado pesquisas sistemáticas sobre as encostas de Niterói e feito recomendações sobre as áreas de maior risco. No ano de 2014, a Prefeitura intensificou instalação de sirenes para alertar sobre possibilidade de deslizamentos.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Maurício de Almeida:

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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