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Cientistas pedem acordo entre Brasil e Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear

 
Produção: Léo Rodrigues / Reportagem: Flávia Grossi | 20/04/2015 Notícia veiculada pela TV Brasil / Repórter Brasil

Pesquisas com o colisor Large Hadron "Big Bang" (LHC) contam com envolvimento de cientistas brasileiros, mas esta participação está ameaçada. O Brasil já foi alertado de que precisa acelerar o processo de adesão ao projeto, que se arrasta desde 2013.

Colisor de partículas do Cern | Foto: DominikF / Creative Commons

Cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) retomam este mês as pesquisas com o colisor Large Hadron "Big Bang" (LHC), embarcando em uma nova aposta para resolver alguns mistérios do universo. A máquina estava fechada por dois anos para conserto e ajustes. Entre os desafios do próximo período está a busca da matéria escura, que constitui 96% das coisas do universo. Para tanto, colisões esmagadoras de partículas devem ser realizadas a partir de junho, ainda que nenhuma nova descoberta feita seja provável de emergir até meados de 2016. Durante a última etapa de pesquisas com o LHC, entre 2010 e 2013, físicos superaram anos de busca e rastrearam o lendário Bóson de Higgs, que explicaria a origem de todas as matérias e que ficou conhecido como “partícula de Deus”.

O LHC conta com a participação de cientistas brasileiros, mas o futuro destes pesquisadores está ameaçado. O Cern alerta que o Brasil precisa acelerar a adesão à entidade. No fim de 2013, depois de três anos de uma arrastada negociação, o Conselho Executivo do Cern deu sinal verde para o tratado de adesão. O acordo precisa ser aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ratificado pelo Congresso Nacional. A participação brasileira no projeto tem custo estimado de US$10 milhões por ano. Em contrapartida, abriria portas para licitações milionárias e contribuiria para formar centenas de cientistas brasileiros e desenvolver a ciência no país.

No entanto, pesquisadores envolvidos com o projeto reclamam da falta de transparência do MCTI, que pouco divulga sobre as perspectivas de concretização do acordo com o Cern. Eles temem que a morosidade deixe o Brasil de fora dos estudos. Em nota, o MCTI informou que trata essa adesão com rigor, já que envolve diversos compromissos financeiros e orçamentários de longo prazo. Acrescentou ainda que o Governo Federal deverá ter uma posição definitiva nos próximos meses.

- Confira a matéria da TV Brasil, com produção de Léo Rodrigues e reportagem de Flávia Grossi:

 

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Léo Rodrigues

Repórter da Agência Brasil, formado em Comunicação Social pela UFMG em 2010. Ex-jornalista da TV Brasil e do Portal EBC, onde também atuou como editor de esportes. Diretor de documentários cujo foco de interesse é a cultura popular, entre eles os longas "Aboiador de Violas" e "Pra fazer carnaval mais uma vez". Saiba mais

 

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